Em livro, a publicitária, consultora empresarial e sócia fundadora da ong “Doutores da Alegria”, Regina Nogueira, mostra como a identificação com os atributos, virtudes e valores de famosas marcas comerciais pode provocar uma profunda mudança no comportamento das pessoas que as admiram.
Regina Nogueira é reconhecida no ambiente de propaganda e marketing dentro e fora do Brasil, é consultora empresarial e profissional versada em desenvolvimento humano. No mundo corporativo há mais de 20 anos, desistiu da publicidade no auge da carreira, questionou a validade de egos e vaidades de seu meio e foi estudar a fundo como as marcas se comportam influenciando seus consumidores. Acabou descobrindo o Re-branding, a revalidação do conceito, e ousou aplicá-lo em uma nova modelagem: nas pessoas.
No Personal Re-branding, o ponto focal está no autoconhecimento e no processo de destravamento do nó profissional -e particular- de quem não entende porque parou no meio da estrada ou para onde a vida vai levá-lo. O método faz uma ampla checagem de conteúdos e repertórios, hábitos, vivências, fatos passados e desde o primeiro atendimento, começa a analisar os porquês das pedras no caminho das pessoas. A consultora batizou as pedras de “incômodos”.
Ajustes no mecanismo
Como consultora, Regina Nogueira pesquisou e estudou os incômodos de vários públicos nas entranhas empresariais e concluiu que todos nós somos uma marca espelhada na imagem das marcas que admiramos, usamos ou temos o desejo de ser e consumir. “ Podemos incorporar essas marcas de excelência e trabalhar para se chegar até elas corrigindo e ajustando comportamentos e atitudes”, diz a especialista. A questão importante está no eixo do reposicionamento e adequação de realidades, expectativas, de ver o presente em perspectiva e, principalmente, na vontade da pessoa se transformar num agente de seu próprio desenvolvimento.
Ainda que ancorada na estratégia das marcas,” o Personal Re-branding não tem o objetivo de reduzir os interessados no processo ao recorte particular dos modelos de mercado, tampouco encaixá-los numa embalagem desejável, comenta Regina.”
Opinião dos experts
Para a empresária Luiza Trajano, o livro dá respostas e alternativas para que as pessoas, ao associarem o seu perfil à imagem de marca de produtos e serviços, se reposicionem na vida. “Nesse mundo em movimento contínuo, onde o profissional e o pessoal se confundem num só sistema, a obra propõe a transformação pessoal por meio do autoconhecimento e da busca de um propósito”.
Já a consultora de carreiras Sofia Esteves se surpreendeu ao realizar um auto re-branding ao ler o livro de Regina Nogueira. “Incrível como nunca pensei em mim como uma marca e como estou contida nas promessas das marcas que eu gosto”. Há mais de vinte anos colocando profissionais no mercado de trabalho Sofia Esteves achou a sua digital em produtos e serviços, entendeu as entregas ( delas e das marcas) e sentiu como a revisão de crenças dá novo significado à vida. “ Temos que ser como o Waze, recalculando a rota sem drama pelos “erros”, complementa.
O vice-presidente da Tecnisa, Romeo Busarello, pontua a recriação da autora num conceito inédito de Re-branding. A partir de questões essenciais e existenciais simples como “quem sou, para onde quero ir, como desejo ser visto, como me descrevo, que tipo de consertos que eu preciso, qual marca quero expressar por inteiro”, Regina Nogueira inova. Promove a auto reflexão e a autodescoberta numa análise sem dor e sem julgamentos. Levado ao âmbito empresarial, a técnica limpa vícios e amplia o bem estar no ecossistema. A pergunta que fica no final é se o leitor quer ser marca ou mercadoria. E as respostas ele mesmo vai ter. Um livro para se maratonar”, finaliza Busarello.